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Milton Ribeiro relaciona prisão às eleições, diz advogado após soltura


O advogado Daniel Bialski, que acompanhou hoje à tarde a soltura de Milton Ribeiro disse que o ex-ministro da Educação relaciona sua prisão, determinada ontem, ao período eleitoral.

“Ele falou: ‘não fiz nada de errado, não cometi nenhum crime e sei que fui usado pelas circunstâncias políticas e pela eleição, que está próxima’. Essa prisão não tem justificativa”, disse o advogado. Mais cedo, Bialski já havia afirmado que Ribeiro havia sido preso por ter feito parte do governo de Jair Bolsonaro.

Ribeiro é suspeito de integrar, junto com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, um esquema para liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) mediante pagamento de propina.

Os três foram detidos ontem por decisão do juiz federal substituto Renato Borelli, da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, que apontou a existência de um “gabinete paralelo” instalado no Ministério da Educação e o risco de destruição de provas ao justificar a prisão preventiva de Ribeiro.

Nesta tarde, os três foram beneficiados por uma decisão do desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou a soltura imediata do grupo.

Bialski confirmou a saída de Ribeiro da sede da Polícia Federal em veículo desconhecido. O carro no qual o defensor chegou ao local foi o mesmo que despistou a imprensa. O advogado disse que o ex-ministro foi para a casa de parentes em local não informado.

“Abalado, mas aliviado”

“Ele estava abalado, mas ficou aliviado em saber que a Justiça rapidamente conseguiu reverter uma arbitrariedade”, complementou.

Bialski ainda deu detalhes das reações de Ribeiro na carceragem. “Ele queria saber notícias da família. Agora, vai ficar com a família para curar todo esse constrangimento que ele passou. Quando consegui a soltura, ele deu uma benção e agradeceu. É um homem muito religioso”.

Segundo o advogado, o ex-ministro agora vai explicar de forma detalhada a origem dos R$ 50 mil —segundo ele, valor oriundo da venda de um carro.

“A compra do carro nunca lhe foi questionada antes. Ele vai explicar de forma detalhada, juntar documentação para que não pairem dúvidas de que foi um negócio lícito”, disse.





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