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Mortes: Engenheiro e escritor, teve romance indicado ao Jabuti – 21/07/2022 – Cotidiano


Depois de uma vida inteira dedicada à engenharia, Eugen Weiss descobriu o gosto pela escrita quando se aposentou e, a partir daquele momento, passou a dedicar-se à literatura.

Aos 70 anos publicou seu primeiro romance, o “Tristorosa”, que foi finalista do prêmio Jabuti, em 2017.

“O meu pai fabulava o tempo todo. Antes de descobrir que podia ser escritor, ele já contava histórias, todos os dias para todos os filhos. Ele tinha uma imaginação irrefreável”, lembra Ana Weiss, filha de Eugen.

Nascido em 31 de julho de 1946, o escritor era filho de um húngaro com uma romena. Seus pais, para fugir da Segunda Guerra Mundial, resolveram mudar-se para o Brasil, mas, antes, passaram pela Itália, onde Eugen nasceu.

“Meu pai demorou muitos anos para ser reconhecido brasileiro”, afirma a filha.

Quando chegou ao país, Eugen falava húngaro. Ao começar a frequentar a escola, uma professora chegou a comentar com a mãe dele que ele nunca iria aprender a falar português. “Ele contava essa história e aí ele foi ser um cara de exatas”, afirma Ana.

Na juventude, formou-se em engenharia e teve uma carreira sólida na área. Assim que saiu da universidade foi trabalhar no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), como pesquisador.

Fez doutorado em Londres e estudou em Pittsburgh, nos EUA, nas áreas de engenharia nuclear e metalúrgica.

Depois trabalhou em grandes empresas metalúrgicas, em cargos executivos, até que virou consultor.

Eugen foi também professor universitário na FEI (Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Pe Sabóia de Medeiros).

“Quando ele se aposentou, ficou muito contente em poder fazer as oficinas de conto fantástico da Casa das Rosas sem pagar. Aí ele começou a escrever”, conta a filha.

A partir daquele momento, passou a dedicar-se à literatura.

O seu segundo livro publicado foi o “Língua de Peba”, no qual narrou uma história sobre uma ocupação em São Paulo. “Ele era muito sensível a essa coisa de as pessoas não terem casa”, afirma Ana.

Há seis meses, Eugen recebeu o diagnóstico de câncer e estava em tratamento. Nos últimos dias, contraiu Covid. Ele morreu no dia 9 de julho, aos 75 anos, de insuficiência respiratória aguda.

Ele deixa a mulher, Sueli Totti Weiss, uma irmã, Gabriela Weiss, e cinco filhos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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