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Viúva de indigenista diz querer retratação de Bolsonaro e Mourão por falas – 14/07/2022


Beatriz Matos, viúva do indigenista Bruno Pereira, disse hoje que deseja uma retratação pública do presidente Jair Bolsonaro (PL), do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) e de Marcelo Xavier, presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), por fazerem declarações contra o servidor licenciado da Fundação. Bruno foi assassinado junto com o jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari (AM) no início de junho.

“Eu gostaria que o presidente do Brasil, o vice-presidente, e o presidente da Funai se retratassem em relação às declarações indignas, absurdas, que eles fizeram concerne ao trabalho do Bruno, Dom, Univaja [União dos Povos Indígenas do Vale do Javari] e por aí vai. O presidente da Funai falou sobre a ilegalidade da presença deles ali, o presidente da República falou coisas que eu me recuso a repetir aqui. Eu acho que isso não é só uma questão digamos assim menor. É uma coisa muito séria. É o presidente, o vice, é o presidente do órgão.”

Enquanto às vítimas estavam desaparecidas, Bolsonaro chegou a afirmar que a dupla estava em uma “aventura não recomendável” e que Dom “era malvisto” por fazer “muita matéria contra garimpeiro”. Já Mourão afirmou que a morte de Dom foi um “dano colateral” e que o jornalista entrou de “gaiato” no assassinato pelo fato de estar junto a Bruno.

Já a Funai disse que Bruno e Dom não adotaram os protocolos sanitários de prevenção contra a covid-19 para entrar na terra indígena. A Fundação também acusou Bruno de não ter licença para entrar em território indígena. As acusações foram rebatidas pela Univaja.

Durante audiência pública da Comissão Externa do Senado que apura as causas do aumento da criminalidade e de atentados na Região Norte, Beatriz ressaltou que a família de Bruno não recebeu uma palavra de “condolência” do governo federal ou da Funai.

“A família não recebeu uma palavra de condolência. No funeral do Bruno, tinha representantes do poder municipal, estadual, mas não tinha do governo federal. Com exceção dos deputados e senadores, a gente não teve nenhum apoio. Isso que o Bruno era um funcionário publico dedicadíssimo, seríssimo, hipercomprometido com o trabalho dele.”

Em atualização…





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