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Em depoimento, procuradora agredida em Registro disse temer pela vida


A procuradora-geral de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros, disse em novo depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (22) ter “muito receio não somente de trabalhar no mesmo ambiente que ele, mas também de encontrá-lo em qualquer lugar”, em referência ao também procurador do município Demétrius Oliveira de Macedo, que foi gravado agredindo a colega na segunda-feira (20), aos socos e pontapés.

Em depoimento obtido com exclusividade pela CNN, ao descrever que as agressões “só cessaram após o investigado ser contido pelos demais funcionários” e que havia “se escondido em uma sala e se trancado”, Gabriela disse à polícia acreditar que “o elemento subjetivo que animou o autor seria levá-la a óbito”. Por isso, a procuradora afirmou que, “ciente do não cabimento de medidas protetivas da Lei n.º 11.340/06, gostaria de que fosse decretada e cumprida a prisão preventiva do autor”, referindo-se à Lei Maria da Penha.

Gabriela foi alvo das agressões de Demétrius Macedo na segunda-feira (20), dentro da repartição em que ambos trabalhavam. Imagens do caso vieram a público ontem. No dia do ataque, foi registrado um boletim de ocorrência, mas o procurador não foi preso em flagrante e acabou sendo liberado. Hoje, após o novo depoimento da procuradora, o delegado Daniel Vaz Rocha, do 1º Distrito Policial de Registro, fez o pedido de prisão preventiva de Demétrius ao juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara Criminal da cidade.

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), está acompanhando o caso pessoalmente e afirmou que “a agressão do procurador de Registro a uma colega não ficará impune”. “Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher”, disse o tucano.

No depoimento desta quarta-feira, a procuradora disse que Demétrius, “a despeito de ser pessoa complicada nos relacionamentos pessoais, nunca tivera problemas com os superiores hierárquicos do sexo masculino, seus problemas pessoais iniciaram a partir de quando passou a ser chefiado por mulheres”.

Em depoimento registrado no pedido de prisão preventiva, outra funcionária da procuradoria, Thianan Maria Tanaka Proença, relatou episódios de rispidez por parte de Demétrius e que “passou a evitar ficar sozinha com Demétrius e todas as vezes que o via sentia um ‘frio na barriga’, uma mistura de medo e ansiedade”. Em maio, ela abriu um protocolo de queixa acerca do comportamento do procurador.

Para o delegado Daniel Vaz Rocha, “verifica-se pelas fotos e vídeo juntados, que ele espancou de modo brutal a vítima, lhe causando lesões significantes, sendo que há tempos, de acordo com a própria ofendida e testemunhas ouvidas, vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública”.

“Assim, sem dúvida, em liberdade, o indiciado expõe a perigo a ordem pública, como acima relatado”, afirma o delegado no pedido de prisão preventiva de Demétrius Macedo.

A CNN tentou contato com a defesa do procurador Demétrius Macedo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.



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