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Governo aposta em eleições e outras investigações para barrar CPI do MEC


Após a soltura do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o governo agora trabalha para barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MEC no Senado, cujas 27 assinaturas mínimas necessárias a oposição diz já ter obtido. Há uma avaliação de que a CPI não deverá andar.

O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), disse à CNN que a estratégia central é defender que seja seguida a fila de CPIs já protocoladas na casa. São três, resultados de um movimento feito pela base aliada durante a crise que levou à queda do então ministro Milton Ribeiro do MEC, em março.

Uma delas, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), para investigar ONGs na Amazônia, já está lida e aguarda designação de seus integrantes. A outra, do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), para apurar narcotráfico no Norte e Nordeste. E outra do próprio Carlos Portinho para apurar irregularidades em obras do MEC. “Não tem CPI do MEC ainda. Existe CPI apenas quando há assinaturas e elas são protocoladas. E há três CPIs na frente. Não pode haver seletividade”, disse Portinho.

O governo conta ainda com as eleições deste ano tanto para evitar sua abertura, uma vez que grande parte do Congresso estará em campanha, quanto para colocar na mesa interesses estaduais dos parlamentares para frear a CPI. Uma fonte do PL, partido presidente Jair Bolsonaro, disse que a sigla pode entrar em uma negociação direta com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sobre as eleições em Minas Gerais. No estado, o grupo do senador apoia a eleição de Alexandre Kalil (PSD).



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