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Cotação do dólar em 19 de julho de 2022


Sem grandes novidades no mercado internacional, divisa perdeu valor ante outras moedas no mundo todo

O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira em dia de fraqueza da moeda em todo o mundo. A divisa recuou 0,12%, negociada a R$ 5,4195. A queda, porém, não foi tão grande, já que o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,36 durante o dia.

O real foi favorecido pelas perdas da moeda americana no exterior, atribuídas por analistas a uma correção dos recordes de alta recentes e um preparo para a decisão de política monetária do BCE, que acontece na quinta-feira. “O receio de que a autoridade do bloco europeu possa surpreender com uma alta de juros maior do que o esperado se coloca como relevante motivo para investidores optarem por alguma diluição das apostas compradas em dólar no mercado externo, disse a Commcor DTVM em nota para clientes.

“A posição técnica comprada em dólar ficou muito carregada no mundo inteiro”, destacou Marcos Weight, diretor de tesouraria do Travelex Bank. Ele pontua que o movimento do dólar por aqui ocorre em linha com o mercado global, já que, lá fora, a moeda americana caiu contra quase todas as moedas, emergentes e desenvolvidas.

Ainda citando o movimento da divisa americana no exterior, ele comenta que, quando o euro chegou no nível de um pra um em relação ao dólar, “surgiu muita compra de euro, com os investidores zerando parte dessa posição vendida em moedas e comprada em dólar. Então, o movimento de hoje acaba sendo uma realização de lucros de quem estava comprado em dólar no exterior. E uma realização aqui também”, acrescentou. Além disso, Weight pontua que os dados recentes de atividade dos Estados Unidos, visto como melhores pelo mercado, diminuem a percepção de probabilidade de uma recessão entre os investidores.

Apesar do clima positivo no exterior, o campo político doméstico traz novos temores para os agentes do mercado. Ontem, o presidente da República, Jair Bolsonaro, repetiu antigos ataques – sem a apresentação de provas – ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas em reunião com cerca de 40 embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada. O evento causou constrangimento a outros Poderes da República e deve voltar a acirrar os ânimos entre o Executivo e o Judiciário.

“Evento sobre urnas eletrônicas de Bolsonaro aumenta as preocupações dos investidores quanto a um ambiente tumultuado nos meses que antecedem as eleições”, afirma a MCM Consultores em relatório.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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