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Homem agride ex em bar e é morto por PM de folga no RJ; agente é preso


O pai da vítima, Jadir Morais de Oliveira, afirmou no IML que o policial responsável pelo disparo é morador da região

Marcelo Lemos

Um homem foi morto na noite de domingo (17) após agredir a ex-mulher, a irmã dela e um amigo em um bar em Senador Camará, na zona oeste do Rio de Janeiro. Jarbas de Oliveira, 25, foi baleado por um policial militar de folga que estava no local e interveio na confusão.

A PM confirmou que o agente foi responsável pela morte. O policial não teve o nome divulgado, foi preso preventivamente e teve a arma apreendida. “A 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) apura o fato”, declarou a corporação, em nota. Aos policiais deslocados para a ocorrência, o policial disse que reagiu a uma “iminência de agressão”.

Ainda segundo a corporação, as primeiras informações colhidas no local dão conta que Jarbas chegou no local alterado, houve um desentendimento e o policial atirou contra o jovem. O PM ainda acionou o Corpo de Bombeiros e também a Polícia Militar.

O pai da vítima, Jadir Morais de Oliveira, afirmou na manhã desta segunda-feira (18) no IML (Instituto Médico Legal) que o policial responsável pelo disparo é morador da região e o acusou de estar alcoolizado e ter o costume frequentar o local armado.

Mãos para o alto

Oliveira confirmou que o filho agrediu a ex-companheira, a irmã e o acompanhante dela. Segundo relatos da ex-nora de Oliveira, Jarbas chegou a colocar as mãos para o alto, mas foi baleado. “Um amigo viu a ex-esposa do meu filho no bar e mandou mensagem perguntando se ele estava solteiro. Ele disse: ‘Tô solteiro, me separei já tem um mês e um pouquinho’, e ele [o amigo] disse: ‘Sua mulher está aqui no bar’”, relatou o pai.

Ele foi lá e arrumou briga com o pessoal. Segundo o que minha ex-nora falou, ele brigou com o rapaz que estava com ela, deu um soco nela e na irmã dela e quando esse PM surgiu, ele levantou a mão, ou seja, ele pediu para não morrer e o cara matou meu filho.

Jadir disse ainda que o filho era possessivo e controlador com a ex-mulher, mas negou que ele a tenha agredido anteriormente. Segundo ele, o filho trabalhava como fotógrafo e estudava para a prova da Polícia Militar.

Ele matou um futuro companheiro de farda, estudava para o concurso da PM, depois queria tentar, se possível, passar para o Bope [Batalhão de Operações Especiais da PM].

Jarbas esteve na igreja com o pai antes da confusão. Ele deixa um filho de quatro anos, que teve com a mulher que foi agredida.

A separação foi em comum acordo, ele reagiu bem e depois ficou nervoso. Foi para a igreja com a intenção de se acalmar e reconquistar a esposa.

Jarbas e a ex-mulher viveram juntos por cinco anos. O casal havia se separado há pouco mais de um mês. A identidade da mulher será preservada -o UOL tentou contato com ela para saber sua versão dos fatos. Apesar da agressão, ela não precisou ser hospitalizada.

Procurada, a DH (Delegacia de Homicídios) realizou uma perícia no local e disse que “diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos”.

A ex-mulher, o amigo da vítima e o PM responsável pelo disparo já prestaram depoimento até o momento. O policial foi encaminhado para o Batalhão Prisional da PM, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Fonte: Jornal de Brasilia





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