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Incentivo à mulher na ciência começa na escola, diz brasileira que fez treinamento pela Nasa


A falta de representatividade feminina na ciência “já aparece nos livros didáticos da escola”. É isso o que pensa Laysa Peixoto, estudante de física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que concluiu um treinamento de astronautas da Agência Espacial Norte Americana (Nasa) em junho.

“Quando não vemos mulheres cientistas nos livros, a gente acredita que elas não existem nessa área. Isso desmotiva meninas desde o princípio”, avaliou a jovem. “O que me ajudou no caminho da divulgação científica foi ir atrás da história dessas mulheres, que existem e são muito importantes, mesmo em um ambiente predominantemente masculino.”

No treinamento que fez pela Nasa, Laysa Peixoto teve um primeiro contato com o universo do astronauta, desde a teoria até a prática, com simulações de operações extraveiculares e missões. Em outros projetos pela mesma agência, chegou a transcrever documentos de grandes astrônomas.

Em agosto do ano passado, do próprio computador, a jovem descobriu um asteroide por meio da campanha “Caça Asteroides”, lançada pela agência estadunidense no início de 2021. O objeto recebeu o nome de LPS 003, com as iniciais do nome de Laysa.

“Foram muitos meses de busca, e a descoberta me ajudou a compreender melhor como funcionam as descobertas científicas”, contou a estudante. “Projetos como esse e outros de agências espaciais podem incentivar os jovens a participar da ciência. É isso que leva o conhecimento científico até as pessoas.”

Além da descoberta, a jovem teve boas atuações na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, e também na Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica, com direito a medalhas.

Para ela, “quanto maior a participação em olimpíadas e projetos, mais se desenvolve a imaginação e a criatividade, o que é muito importante pra todas as áreas do conhecimento.”

Laysa acredita que o estudante deve sempre pesquisar oportunidades de se envolver com aquilo que gosta de estudar. “Para isso, é preciso apoio da própria escola e também familiar. Isso pode mudar a vida de futuras e futuros cientistas.”



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