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Gestores ainda não sabem o que esperar do mercado após a eleição


Escolha do novo presidente adiciona riscos além do cenário de incertezas no exterior

Além de sofrer com o cenário de incertezas no exterior, que afasta os investidores dos ativos de risco em geral, o mercado brasileiro ainda enfrenta riscos adicionais relacionados à eleição à frente.

Em encontro com gestores organizado pela Icatu Seguros nesta quarta-feira, Marcos Mollica, gestor da Opportunity, afirmou que os candidatos à presidência têm propostas parecidas e que ambos dão pouca visibilidade para o mercado do que será da economia. “São duas propostas de aumentar gastos públicos além do atual teto de gastos, com algumas diferenças de como e onde gastar. Estamos com dificuldade de prever a reação do mercado se um ou outro candidato ganhar”, disse.

O gestor também contou que anda recebendo perguntas de investidores estrangeiros sobre qual o risco de uma ruptura institucional em uma eventual transição de governo, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vencesse a eleição. “Achamos que esse risco é baixo, mas em 20 anos eu nunca recebi esse tipo de pergunta e agora estou recebendo. É difícil colocar um preço nesse risco”, afirmou.

André Raduan, gestor e sócio-fundador da Genoa Capital, afirmou que a disputa é acirrada e que ainda vai acompanhar de perto a indicação de nomes para a equipe econômica e as diretrizes fiscais dos candidatos. “Só vamos ter visibilidade disso pouco antes do segundo turno ou só depois da eleição”, disse.

Devido ao cenário incerto, a carteira da Genoa está zerada em renda fixa no Brasil, conforme o gestor. Contudo, a casa acha que os títulos atrelados à inflação, que estão pagando juros altos, na casa de 6% ao ano mais IPCA, são um bom investimento para o longo prazo.

O cenário incerto faz com que os fundos de crédito privado escolham os ativos para comprar com mais critério, apesar de eles estarem com bons retornos e serem uma das classes “queridinhas” do momento, de acordo com Leandro Nogueira, gestor dos fundos de crédito do Bocom BBM. “Estamos fazendo uma seleção criteriosa de quais ativos colocar no portfólio. Nos apoiamos em bons balanços das companhias emissoras e em boas garantias”, afirmou.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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