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Abertura de contas por canais digitais supera os canais físicos


E o celular representa 56% das transações bancárias no Brasil, segundo pesquisa da Febraban

Pesquisa rápida: se você fosse abrir uma conta no banco hoje, você ligaria para a central de atendimento, ou usaria os canais digitais? Se a sua resposta foi a segunda alternativa, saiba que agora você faz parte da maioria. Isso porque, pela primeira vez, a abertura de contas por canais digitais supera a abertura por canais físicos no Brasil, foi o que revelou o 3º volume da 30ª Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. Em 2021, foram 9,9 milhões de contas abertas nos canais físicos contra 10,8 milhões nos canais digitais.

Qual o principal meio para realizar transações bancárias?

É o celular, apontou a pesquisa, representando 56% das transações bancárias no país. Na sequência, aparecem:

  • Maquininhas de cartão: 16%;
  • Internet banking: 14%;
  • Caixas eletrônicos: 6%;
  • Correspondentes bancários: 3%;
  • Agências: 3%;
  • Contact center: 2%.

De acordo com Rodrigo Mulinari, diretor do Comitê de Inovação e Tecnologia da Febraban, a liderança do celular deve continuar crescendo nos próximos anos, o que é evidenciado por um movimento de maior expansão de movimentações financeiras, sendo que antes o grande uso era para consultas. As transações financeiras cresceram 75% de 2020 para 2021, enquanto as de consulta aumentaram 17%.

Sérgio Biagini, sócio-líder da Deloitte para a indústria de serviços financeiros, empresa responsável pelo levantamento, tem uma visão semelhante. “Os bancos têm oferecido mais produtos, mais seguros, e o Pix também é um incentivo para o maior uso do celular”, diz.

Canais digitais só crescem no mercado financeiro

A digitalização dos bancos fez com que grande parte dos clientes se sentisse confortável em buscar produtos e serviços pelos meios virtuais. Tanto que, hoje em dia, cerca de 93% das contratações de crédito são feitas por canais digitais (celular e internet banking). Já na parte de investimentos, esse percentual é de 66%. Em seguros, elas ainda são somente 14%, mas têm crescido a três dígitos.

A pesquisa mostrou também que, atualmente, já são 51 milhões de usuários com as chaves Pix cadastradas. Além disso, o número de transações via Pix está crescendo proporcionalmente mais do que o de usuários, o que mostra que as pessoas têm aumentado o engajamento com essa ferramenta. Os chamados “heavy users”, que fizeram mais de 30 pagamentos em um mês, saltou — 809% — para 3,892 milhões.

Pix em ascensão

Segundo Biagini, as taxas de recebimento de Pix por parte das empresas tende a aumentar nos próximos anos. “As empresas ainda não estavam prontas para processar o Pix nos seus sistemas financeiros. À medida que isso começa a acelerar, acho que no próximo ano talvez a PJ ultrapasse a PF no recebimento de Pix. As ferramentas de Pix parcelado, Pix garantido e outras funcionalidades que estão no ‘roadmap’ devem acelerar o uso entre PJ”, explicou.

Já quando o assunto é o Open Banking, a pesquisa apontou que 644 mil pessoas já deram consentimento para o compartilhamento de dados. A data base desse dado é abril, e mostrou um aumento de 18% em relação a dezembro.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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