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Petrobras pode anunciar dividendo de até R$ 4,20 por ação, diz Itaú BBA


As empresas de exploração e produção de petróleo devem apresentar resultados fortes no segundo trimestre beneficiando-se de preços e volumes de venda mais altos, avalia o Itaú BBA, com destaque para Petrobras e Prio (ex-PetroRio).

Os analistas Eric de Mello e Monique Greco esperam que a Petrobras registre mais um trimestre com forte geração de caixa e dividendos robustos, prevendo que a companhia deve anunciar mais uma rodada de pagamento de dividendos de R$ 3,20 a R$ 4,20 por ação, o que representa rendimento de 11% a 15%.

Segundo eles, o resultado da Petrobras deve ser o mais forte do setor, com Ebitda de R$ 94 bilhões (equivalente US$ 19,1 bilhões), alta de 17,2% na comparação com o primeiro trimestre. Na comparação anual, o número cresce 52,1%.

“Esperamos que o lucro líquido seja afetado negativamente pelo impacto da variação monetária sobre a dívida por causa da depreciação do real”, diz a equipe do Itaú BBA, com estimativa de lucro de R$ 39,7 bilhões, queda na base anual e ante janeiro a março.

O que esperar das demais petroleiras?

Em relação a Prio, os analistas projetam um crescimento de 18% do Ebitda, em relação ao primeiro trimestre, para US$ 266 milhões e lucro líquido de US$ 75 milhões, uma forte queda de 67,4%.

Eles acreditam que a receita da companhia se beneficiará dos preços mais altos do petróleo e com alta nas vendas. Para receitas, o Itaú BBA estima alta de 21,5% na mesma base de comparação, para US$ 376 milhões.

Com maior produção no trimestre, a receita da 3R Petroleum deve crescer 11,5%, a R$ 419 milhões, enquanto o Ebitda consolidado deve somar R$ 238 milhões de abril a junho, aumento de 20% ante os três primeiros meses do ano.

“No resultado final, prevemos que a variação monetária afetará positivamente os resultados, compensando parcialmente o efeito de hedge”, dizem. A companhia deve ter lucro de R$ 25 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 335 milhões no primeiro trimestre.

A PetroRecôncavo deve exibir o crescimento mais modesto, na comparação trimestral, entre as companhias do setor, com altas de 3,5% nas receitas e de 2,5% do Ebitda. Já o lucro líquido de R$ 253 milhões deve ficar 37,2% abaixo do visto no primeiro trimestre.

A equipe do Itaú BBA espera que a OceanPact apresente resultados desinteressantes diante a redução de frota e não descarta a possibilidade da companhia revisar para baixo a projeção de Ebitda para o ano.

Em relação a janeiro a março, a receita deve cair 8,8%, para R$ 267 milhões, enquanto o Ebitda deve recuar 31,2%, a R$ 37 milhões diante atrasos operacionais. O Itaú BBA projeta prejuízo líquido de R$ 66 milhões entre abril e junho.

BTG Pactual vê ponto a favor de Petrobras antecipar dividendos

A saúde financeira atual da Petrobras não impede um pagamento antecipado de , como deseja o governo federal para custear o Auxílio Brasil, diz o BTG Pactual. Com uma alavancagem sob controle em uma vez a dívida líquida sobre o Ebitda, não há obstáculos quanto a isso.

Os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte escrevem que a Petrobras pode antecipar R$ 61 bilhões em dividendos do segundo semestre, assumindo o petróleo a US$ 100 o barril e o dólar a R$ 5,30. O número exclui potenciais venda de ativos não recorrentes.

“Qualquer medida que reduza a percepção de risco do mercado sobre os dividendos seria muito bem vinda”, afirmam. Um ponto positivo da antecipação é que reduziria o dinheiro disponível pela Petrobras e que poderia ser usado de forma errada após as eleições.

Qual a chance de a Petrobras adiantar a distribuição de lucros?

A Petrobras não vê empecilhos para antecipar o pagamento de dividendos futuros à União, já que se encontra com “caixa folgado”, informaram ao Valor pelo menos duas fontes a par do tema. “Não há empecilhos e já foi feito no ano passado”, disse uma fonte.

Ainda no entendimento das fontes, o fato de a Petrobras poder repassar dividendos elevados à União estaria mais ligado à lucratividade maior da empresa, do que a pedidos de governo, comentaram ainda as fontes.

A Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia enviou ofício à Petrobras sobre antecipação de pagamento de dividendos, que seriam previstos para pagamento no ano que vem.

Ontem, a empresa divulgou comunicado segundo o qual ainda não há qualquer decisão sobre novos pagamentos e que o conselho de administração da companhia vai se reunir na quinta-feira, 28 de julho, para aprovar números dos resultados do segundo trimestre da companhia, que serão anunciados naquele mesmo dia. Na ocasião, os conselheiros poderão deliberar sobre eventuais pagamentos, que ocorrem trimestralmente de acordo com a política de remuneração aos acionistas da Petrobras, detalhou ainda a Petrobras, no mesmo comunicado.

No informe de ontem, a estatal lembrou ainda que após os resultados do primeiro trimestre, a empresa aprovou pagamento de dividendos, pagos, respectivamente, nos dias 20 de junho e 20 de julho. “Todas as decisões serão tomadas alinhadas à Política, sempre respeitando os princípios de perenidade e sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos”, disse a empresa, no comunicado.

Segundo informações já veiculadas pela imprensa, a antecipação de dividendos da Petrobras, bem como de outras estatais que receberam mesmo pedido, seriam utilizados pelo governo para cobrir despesas do governo com aumento de Auxílio Brasil para R$ 600, pagamento de maiores subsídios ao gás de cozinha e ajudas de custo a taxistas e caminhoneiros, entre outras.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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