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URGENTE: Brasil registra primeira morte por varíola dos macacos, em Minas Gerais



Óbito de paciente adulto em Uberlândia (MG) foi confirmado
pelo Ministério da Saúde; país tem a primeira vítima da doença fora da África

O Brasil registrou a primeira morte por varíola dos
macacos. O óbito de um paciente adulto em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi
confirmado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (29).

O país tem a primeira morte pela doença fora da
África. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, de janeiro até
o dia 22 de julho, cinco mortes foram registradas no mundo por varíola dos
macacos, todas no continente africano, sendo três vítimas na Nigéria e duas na
República Centro-Africana.

Na quinta-feira (28), o Ministério da Saúde passou
a usar o termo “surto” ao divulgar informações relativas aos casos da doença no
país.

LEIA TAMBÉM: 

Doença tem baixa letalidade

O vírus Monkeypox causa uma doença com sintomas
semelhantes à varíola comum, mas menos graves. Os sintomas incluem bolhas no
rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais, febre, linfonodos inchados, dores de
cabeça e musculares e falta de energia.

Existem dois grupos de vírus da varíola dos
macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central).

As infecções humanas com o tipo de vírus da África
Ocidental parecem causar doenças menos graves em comparação com o grupo viral
da Bacia do Congo, com uma taxa de mortalidade de 3,6% em comparação com 10%
para o da Bacia do Congo.

“A coisa mais importante sobre a varíola dos
macacos é que ela causa uma erupção cutânea que pode ser desconfortável, pode
causar coceira e pode ser dolorosa. Portanto, a coisa mais importante sobre
cuidar de alguém com essa doença é basicamente cuidar da pele e cuidar de
quaisquer sintomas que alguém possa ter, como dor ou coceira”, afirma a
cientista Rosamund Lewis, líder técnica sobre varíola dos macacos do Programa
de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os cuidados clínicos para a varíola dos macacos são
voltados para o alívio dos sintomas, além do gerenciamento de complicações e
prevenção de sequelas a longo prazo. Os pacientes devem receber líquidos e
alimentos para manter o estado nutricional adequado. Infecções bacterianas
secundárias devem ser tratadas conforme indicado.


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