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Economia mais fraca derruba preços do petróleo


Desaceleração econômica global desafia os investidores

Os contratos futuros do petróleo ampliam as perdas vistas mais cedo e o contrato do Brent para outubro perdeu brevemente a marca dos US$ 100 por barril após a divulgação de dados negativos do setor industrial nos EUA.

Às 11h50, o contrato do petróleo Brent para outubro – a referência global da commodity – operava em queda de 3,77%, a US$ 100,05 por barril, depois de tocar a mínima intradiária de US$ 99,16 por barril, enquanto o do WTI americano para setembro recua 4,91%, a US$ 93,78 por barril. O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com a commodity, cai 0,61%, a 105,261 pontos.

Os preços do petróleo já vinham operando em queda desde o começo do dia, mas ampliaram as quedas depois da divulgação de dados do setor industrial americano. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial indicou queda para 52,8 pontos em julho nos EUA, de 53,0 pontos no mês anterior, de acordo com dados do ISM. Apesar da queda, o indicador superou a expectativa dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de queda a 52,1 pontos, e permaneceu acima da marca dos 50 pontos, que indica expansão da atividade. O PMI industrial do S&P Global, por sua vez, caiu a 52,2 pontos em julho, de 52,7 pontos da leitura anterior, e ficou em linha com as expectativas.

Mais cedo, os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da zona do euro caiu a 49,8 pontos em julho, de 52,1 da leitura de julho, com o recuo abaixo da marca dos 50 pontos indicando que a atividade industrial no continente sofreu contração no mês. Na China, a atividade industrial se manteve em expansão, mas recuou de 51,7 para 50,4 pontos, indicando desaceleração do crescimento, e os analistas esperam mais fraqueza nos próximos meses.

“Tanto as novas encomendas quanto as novas encomendas para exportação estavam em contração”, diz Iris Pang, economista-chefe do ING para a China, em nota. “Isso indica que tanto a demanda doméstica quanto a externa por produtos manufaturados estavam fracas. E que mais um mês de PMI industrial abaixo dos 50 pontos é provável”.

O ouro se beneficia na sessão desta segunda-feira do temor do investidor acerca de uma chance de recessão não só nos Estados Unidos e Europa, mas na economia global, diante do aperto monetário dos bancos centrais. Diferentemente do que ocorreu em outros momentos, na sessão de hoje o investidor busca algum refúgio no metal precioso, enquanto o dólar segue penalizado e os rendimentos dos títulos do Tesouro apresentam alguma fraqueza, operando perto da linha d’água.

Às 10h45, os preços dos contratos do ouro para outubro operavam em alta de 0,49%, a US$ 1.780,10 a onça-troy na Comex da Bolsa de Nova York. Enquanto isso, o índice DXY, que mede o peso do dólar antes seis moedas de mercados desenvolvidos, caía 0,42%, a 105,468 pontos. Já o rendimento da T-note de dez anos operava em queda, a 2,642%, de 2,6515 do último fechamento.

Conforme apontou Craig Erlam, analista sênior da Oanda, a mudança de orientação do Federal Reserve (Fed), agora mais dependente de dados econômicos para suas decisões, acabou se tornando um catalisador para um declínio nos rendimentos dos EUA, já que os investidores reduziram suas expectativas de aumentos das taxas daqui para frente. “O [título com rendimento de] período de 10 anos está agora bem abaixo de suas máximas de algumas semanas atrás, o que está provocando o mais recente rali de alívio no metal amarelo.”

“Não estou totalmente convencido da recente recuperação que estamos vendo nos mercados, pois a inflação ainda está extremamente alta, os bancos centrais estão longe de terminar seu aperto e a narrativa da recessão simplesmente não o corta”, afirmou Erlam, em nota. “O ouro é potencialmente a exceção aqui, pois pode se beneficiar de fluxos de refúgio se os países entrarem em recessão e os bancos centrais forem deixados para escolher entre atingir as metas de inflação ou a economia.”

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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