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China marca operação militar após visita de Pelosi a Taiwan


Pequim colocou todas as forças armadas do país em alerta máximo

Após a chegada da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, o governo da China anunciou que vai realizar operações militares ao redor da ilha nos próximos dias como uma resposta a viagem, vista por Pequim como uma afronta a política de “Uma China”, que desconsidera a independência do governo de Taipei.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo Ministério da Defesa da China, que colocou todas as forças armadas do país em alerta máximo e disse que vão lançar “operações militares direcionadas” em resposta à visita de Pelosi a Taiwan.

Segundo o ministério, os movimentos visam garantir a “soberania nacional e a integridade territorial” da China e devem durar entre os dias 4 e 7 de agosto.

O Comando Oriental do Exército de Libertação Popular da China disse hoje que realizará operações militares conjuntas perto de Taiwan a partir da noite de terça-feira e testará o lançamento de mísseis no mar ao leste de Taiwan.

As atividades incluirão exercícios aéreos e marítimos no norte, sudoeste e nordeste de Taiwan, disparos de longo alcance no Estreito de Taiwan e lançamentos de mísseis de teste no mar ao leste de Taiwan, disse o Comando.

As ações tomadas pela China vão ao encontro das declarações feitas dias antes da viagem de Pelosi de que o país teria uma reação enérgica à visita. As ameaças também foram feitas pelo presidente do país, Xi Jinping, em conversa telefônica com seu par dos EUA, Joe Biden. O líder chinês advertiu o americano de que “aqueles que brincam com fogo podem se queimar”.

O tom belicoso contra a visita também foi adotado pelo Escritório de Assuntos de Taiwan do Comitê Central do Partido Comunista da China.

“Não importa o quanto as pessoas vão gostar do apoio de Pelosi a ilha de Taiwan e conter a China, elas não podem parar o processo de reunificação da China. A reunificação deve e será alcançada”, disse a entidade chinesa que opera em Taipei. “Os EUA devem ver claramente o contexto histórico, e o Partido Democrático de Taiwan deve abandonar a tentativa de ‘independência de Taiwan’, pois qualquer movimento desse tipo será esmagado pelo forte poder do povo chinês em se opor à “independência de Taiwan” e promover a reunificação”.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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