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O que pode provocar um conflito militar entre Estados Unidos e China?


Tour pela Ásia de presidente da Câmara americana levanta temores de um possível conflito militar entre as potências

A presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, aterrissou nesta terça-feira (2) em Taiwan mesmo diante das ameaças que a China vinha fazendo com a possibilidade da visita.

O Liberty Times, um dos jornais ligados ao governo de Taiwan, informou que Pelosi deve se encontrar com políticos em Taipei amanhã.

O veículo não mencionou uma possível reunião com a presidente Tsai Ing-wen. O “The Wall Street Journal” também informou que Pelosi planeja se encontrar com funcionários do governo.

Visita de Pelosi pode gerar consequências

Nas últimas semanas, o governo chinês vem fazendo uma série de alertas e ameaças, dizendo que a chegada da presidente da Câmara em Taipei vai provocar “graves consequências” para as relações diplomáticas entre os países.

China considera Taiwan parte de seu território

Em conversa telefônica na última semana, o presidente Xi Jinping disse ao presidente Joe Biden que “quem brincar com fogo será queimado”, e disse que a possível visita de Pelosi é uma afronta à soberania do país, que considera Taiwan como parte de seu território.

Com o desembarque em Taipei, Pelosi se torna a primeira presidente da Câmara dos EUA desde Newt Gingrich a ir à ilha em 25 anos.

Os meios de comunicação da China, como o “Global Times”, disse que o Exército de Libertação Popular daria uma resposta agressiva a uma viagem de Pelosi, possivelmente enviando aviões para sobrevoar a ilha.

Caso isso aconteça, Taiwan precisará então decidir se os derrubaria, um movimento que poderia desencadear um conflito militar. Pequim sinalizou outras opções de retaliação, incluindo sanções comerciais.

EUA pretendem defender Taiwan

Biden disse em maio que Washington interviria para defender Taiwan em qualquer ataque da China, embora a Casa Branca tenha esclarecido mais tarde que ele queria dizer que os EUA forneceriam armas militares conforme os acordos existentes.

Visitas de políticos provocaram respostas militares

Apesar do risco de um aumento de tensão entre os países, políticos americanos de ambos os partidos expressaram apoio à viagem de Pelosi, argumentando que é importante que a principal líder do Congresso não ceda à pressão de Pequim.

“Se pudermos permitir que os chineses ditem quem pode visitar Taiwan e quem não pode, então já cedemos Taiwan aos chineses”, disse o presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, o democrata Bob Menendez, que fez sua própria viagem a Taiwan em abril.

Visitas de políticos dos EUA menos influentes também provocaram respostas militares da China. Em novembro passado, aviões de guerra chineses sobrevoaram o lado leste da ilha após a visita de uma delegação do Congresso dos EUA.

Ameaça chinesa

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, deixou claro em uma entrevista coletiva na segunda-feira, no entanto, que a estatura de Pelosi como a terceira autoridade nos EUA tornou sua viagem altamente sensível, reiterando que o Exército “não ficará de braços cruzados”.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico



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