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Bradesco tem lucro de R$ 7 bilhões no 2º trimestre de 2022, alta de 11,4%


O Bradesco teve lucro líquido recorde de R$ 7,041 bilhões no segundo trimestre, impulsionado pela recuperação da sua área de seguros e pela forte contenção de gastos. Ainda assim, a inadimplência e as despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) cresceram, e a margem com o mercado despencou, a ponto de ficar negativa. A margem com clientes segue em forte recuperação, apoiada pela expansão da carteira e pela elevação dos spreads, com o movimento de alta dos juros e a mudança de mix para linhas de maior retorno.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, disse que o desempenho do período mostra uma atuação consistente com os objetivos e desafios para o ano. “A diversificação de nossas fontes de resultados e capacidade de administrar riscos nos permitiu operar com segurança, com foco em nossa estratégia e mantendo nossa capacidade de entregar bons resultados. […] Estamos com o balanço bem provisionado para o momento atual do ciclo de crédito, o que deve permitir a manutenção de um nível de retorno consistente.”

O lucro do Bradesco representa alta de 3,2% na comparação trimestral e de 11,4% em relação a igual período do ano passado. O ganho ficou acima das previsões dos analistas consultados pelo Valor, de R$$ 6,755 bilhões.

O banco contabilizou margem financeira bruta de R$ 16,361 bilhões no segundo trimestre, com queda de 4,1% ante o trimestre anterior e alta de 4% em relação ao segundo trimestre de 2021. A margem com clientes foi de R$ 16,947 bilhões, com alta de 7,1% na comparação trimestral e de 25,8% em 12 meses.

A taxa média ficou em 10,0%, de 9,7% no primeiro trimestre e 8,9% no segundo trimestre de 2021. Já a margem de operações com o mercado ficou negativa em R$ 587 milhões, revertendo saldo positivo de R$ 1,243 bilhão no primeiro trimestre e de R$ 2,267 bilhões no segundo trimestre do ano anterior.

Mix de produtos mais rentáveis

Segundo o Bradesco, contribuíram para a evolução da margem com clientes os maiores spreads da margem de passivos e operações de crédito, o aumento de volume da carteira, que conta com um mix de produtos mais rentáveis, relacionado ao crescimento das carteiras de pessoas físicas (cartão de crédito, crédito pessoal, consignado e financiamento de veículos).

Já a margem com o mercado “segue a tendência deste ano relativa ao efeito do aumento do CDI nas estratégias de ALM, compensada, parcialmente, pelo maior resultado do capital de giro próprio”.

O Bradesco encerrou junho com R$ 855,381 bilhões na carteira de crédito. O saldo aumentou 2,5% ao longo do segundo trimestre e cresceu 17,7% na comparação com junho do ano passado. O saldo de operações com micro, pequenas e médias empresas estava em R$ 170,705 bilhões no fim do segundo trimestre, alta de 1,8% em relação a março e de 15,5% na na comparação com junho do ano passado.

A carteira de pessoas físicas cresceu 3,1% no trimestre e 19,6% em 12 meses, para R$ 341,557 bilhões no fim de junho. A carteira de grandes empresas era de R$ 343,119 bilhões no fim de junho, apontando alta de 2,3% em relação a março e 17,1% frente a junho do ano passado.

O banco ressalta que houve crescimento em praticamente todos os produtos (PF e PJ) no comparativo de 12 meses, com destaque para as operações de cartão de crédito, crédito pessoal, capital de giro, CDC, financiamento imobiliário e crédito rural. “Nossa originação média diária em 12 meses cresceu 14%, dado o bom desempenho de operações com pessoas  jurídicas, reflexo das constantes inovações na jornada de contratação de crédito, principalmente por meio dos canais digitais”.

Inadimplência cresceu

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) chegaram a R$ 5,313 bilhões, com alta de 9,9% ante o trimestre anterior e de 52,4% em relação ao segundo trimestre de 2021. A inadimplência alcançou 3,5%, de 3,2% no primeiro trimestre e 2,5% no segundo trimestre do ano anterior.

A taxa de calotes de pessoa física atingiu 4,8% no fim de junho, ante 4,4% em março e 3,4% no fim do segundo trimestre de 2021. No caso de grandes empresas, o indicador estava em 0,1% no fim de junho, de 0,1% e 0,4%, na mesma base de comparação. Em micro, pequenas e médias empresas, em 3,9%, de 3,6% e 2,6%, respectivamente.

O banco diz que o aumento da inadimplência já era esperado, dado o forte crescimento da carteira, dinâmica do mix de produtos e cenário econômico, principalmente nos segmentos pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas, que possuem operações mais rentáveis e de maior risco.

“Os índices permanecem estáveis em relação à série histórica, mesmo com o crescimento expressivo da carteira de crédito, o que demonstra nossa boa gestão de riscos. Permanecemos com a estratégia de apoiar os clientes com as políticas de crédito mais sofisticadas, dando continuidade ao crescimento da carteira de forma consistente, rentável e sustentável.”

Lazari ressalta que a inadimplência aumentou com a normalização das condições de crédito, crescimento em linhas de maior margem e alguma piora nas linhas de varejo. “Realizamos ajustes em nossos modelos ao longo dos últimos trimestres, assim devemos crescer em ritmo mais moderado, mas mantendo a rentabilidade de nosso portfólio.”

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 8,976 bilhões, com alta de 4,2% no trimestre e de 6,7% em 12 meses. O resultado das operações de seguros chegou a R$ 3,707 bilhões, com elevações de 12,8% e 135,5%. Já as despesas gerais totalizaram R$ 11,530 bilhões, com queda de 1,5% no trimestre e alta de 4,9% em 12 meses. Ao longo dos últimos 12 meses, o banco fechou 242 agências.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) foi de 18,1% no segundo trimestre, ante 18% no primeiro trimestre e 17,6% no segundo trimestre do ano passado. O índice de Basileia ficou em 15,6%, ante 15,7% no primeiro trimestre.



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