Cuba: filhos de pastor preso por educação domiciliar ficam traumatizados
Cuba: filhos de pastor preso por educação domiciliar ficam traumatizados
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Desde 1960 o regime comunista de Cuba se apropriou do sistema de ensino do país, não apenas estruturalmente, com relação aos edifícios como escolas e universidades, mas também ideologicamente, a fim de evitar que visões políticas e morais concorrentes pudessem ameaçar o governo através da educação.

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Por essa razão, o governo de Cuba realiza um intenso monitoramento das atividades educativas no país, não permitindo, por exemplo, que os pais optem por ensinar seus filhos dentro da própria casa, como uma alternativa às escolas tradicionais, mantidas pelo regime comunista.

Apesar das restrições, algumas pessoas desafiam o regime cubano para tentar livrar seus filhos da doutrinação ideológica implementada nas escolas, a qual inclui ensinos contrários aos valores cristãos, como a fé em Deus. Uma dessas pessoas é o pastor Ramon Rigal, dirigente da Iglesia de Dios en Cristo.

Desde 2017 o pastor Rigal e sua esposa sofrem sanções do governo de Cuba por querer educar seus filhos em casa. Todavia, em abril desse ano eles foram presos na baía de Guantánamo, condenados pelos crimes de ‘atos contrários ao desenvolvimento do menor’ e ‘associação ilícita’.

“O promotor indicou que a educação em casa ‘não é permitida em Cuba porque tem uma fundação capitalista’ e que apenas professores [do governo] são preparados ‘para instilar valores socialistas’”, informou a jornalista Yoe Suarez do jornal Diário de Cuba.

Enquanto em 2017 a pena do pastor foi passar um ano realizando trabalhos forçados para o governo, sem a necessidade de ir para a prisão, e a sua esposa ficar um ano em prisão domiciliar, agora em 2019 os dois foram condenados a dois anos e 18 meses de prisão.

Os filhos do casal, Ruth Rigal, 13, e Joel Rigal de 9 anos, falaram como sentem a falta dos pais, afastados por ordem do regime comunista de Cuba, segundo o portal Noticia Cristiana.

“Eu via Meu pai todos os dias de manhã orando, ele orava 3 vezes ao dia. Agora é muito difícil não vê-lo nem a minha mãe. Meu irmão mais novo toda vez que tem de ir para a escola, me abraça e chora muito. Ele está traumatizado e não quer ir para a escola”, disse Ruth.

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