Superlotação em unidades médicas de Petrolina e Juazeiro deixa cidadãos à mercê da sorte
Superlotação em unidades médicas de Petrolina e Juazeiro deixa cidadãos à mercê da sorte
superlotação unidades médicas petrolina e juazeiro (1)
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A dona de casa Aline de Souza é mais uma vítima da dura realidade em que se encontra a saúde pública de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Residente na cidade pernambucana, Aline procurou o Hospital Universitário (HU) e a UPA 24h, na última segunda-feira (8), em busca de atendimento médico para sua filha, Helen Shaianne Sampaio, de 17 anos, que machucou o braço e precisava de um ortopedista. Superlotadas, as duas unidades médicas não puderam prestar o serviço.

Aline, então, foi parar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juazeiro, onde finalmente conseguiu com que sua filha fosse para o setor de emergência, onde foi devidamente atendida. Mas para surpresa da dona de casa, ao procurar a mesma unidade no dia seguinte, ela foi informada que a UPA da cidade baiana é municipal e não recebe pacientes de Petrolina. Apesar disso, ainda foi realizado o exame de Raio X na jovem para detectar se houve alguma fratura no braço.

Em busca de explicações, a reportagem do Blog foi informada pela Secretaria de Saúde (Sesau) de Juazeiro, por meio de nota, que a UPA de Juazeiro não pertence à Rede PEBA (Pernambuco-Bahia), sendo uma unidade 24 horas destinada aos atendimentos de urgência e emergência aos cidadãos juazeirenses. No entanto, por ser um equipamento do Sistema Único de Saúde (SUS), não é negado atendimento a quem procura a unidade.

“A Sesau esclarece que a paciente de Petrolina teve atendimento realizado na noite desta segunda-feira (8), quando a equipe realizou a imobilização do braço. Nesta terça-feira (9) a paciente retornou e foi realizado o Raio X, no entanto a mesma foi direcionada a procurar a Secretaria da Saúde de Petrolina para que o acompanhamento da mesma seja realizado em sua cidade”, ressaltou o órgão municipal.

HU

Sobre o ocorrido, o HU de Petrolina enviou a seguinte nota por sua assessoria:

O Hospital Universitário, em decorrência da superlotação de suas instalações e falta de espaço físico, declarou situação de Restrição de Recepção de Novos Pacientes e passou, desde o dia 5 de julho, a orientar os pacientes fora do seu perfil assistencial para buscarem as unidades de saúde responsáveis pelo atendimento de seus casos, obedecendo legislações e diretrizes que definem a necessidade de proteção aos pacientes e equipes assistenciais.

O hospital adota o Protocolo de Manchester para classificar os pacientes de acordo com a complexidade do caso. Segundo a pactuação da Rede PEBA, o HU é responsável pelo atendimento aos casos de alta e média complexidade, identificados com as cores amarelo, laranja e vermelho, em referência ao Protocolo, e os casos de baixa complexidade (azul e verde) devem ser atendidos pelas outras unidades que compõem a Rede e que possuem a finalidade de assistir esses casos.

Vale lembrar que, há anos, o Hospital Universitário tem se desdobrado, trabalhando muito além de sua capacidade estrutural e de quantitativo de profissionais. O HU-Univasf compreende que tais pacientes não têm culpa pela insuficiência da Rede. Contudo, tal conjuntura é extremamente prejudicial não somente para população em geral, como também para os colaboradores que atuam no hospital. Hoje, existem 196 pessoas internadas, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 160%.

Destacamos que esta conduta foi assumida para garantir a segurança dos pacientes e das equipes da unidade, além de ser um impositivo ético e legal, de acordo com diretrizes do Conselho Federal de Medicina. Toda a rede assistencial foi comunicada sobre a decisão, bem como órgãos públicos, a exemplo do Ministério Público Federal.

O Hospital Universitário se coloca à disposição para qualquer esclarecimento e ressalta que vem adotando todas as providências necessárias para resolver a superlotação.

HU/Ascom

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